sexta-feira, 25 de março de 2011

Lançamento do Livro: Plantar, Bordar e Colher


A realização da pesquisa, que envolveu tanto a reflexão teórica como o trabalho de campo, evidenciou a necessidade de avançar a discussão sobre importantes temas, que extrapolavam os muros da academia e se traduziam nas vivências das pessoas, como gênero, cooperativismo popular, economia solidária, inclusão social, movimentos sociais.  Com o intuito de participar deste debate é que os pesquisadores publicaram este livro, elaborado a partir de contribuições de pesquisadores, alunos e professores, da Universidade Federal de Goiás, da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, da Universidade Estadual de Goiás. 
Não podemos deixar de registrar a presença da Cooperativa de Bordadeiras - Bordana, com um dos seus trabalhos na capa bem como sua experiência nas páginas deste livro.

Na oportunidade haverá exposição e comercialização dos produtos BORDANA.

 
Com a apresentação elaborada pela Prof. Dra Maria José Rocha, pesquisadora do PIMEP/PUC-GO, o livro discute os seguintes temas:

- Economia Solidária no Capitalismo Contemporâneo: a história de uma experiência
Dra Telma Ferreira Nascimento da UFG e Dione Antonio de Carvalho de S. Santibanez  aluno da UFG

- Desafios e Perspectivas do Cooperativismo Popular em Goiás
Ms. Nágila Ibrahim El Kadi da PUC-GO e Gabriela Miguel Fraga aluna da UFG

- “Ela Fiava e Tecia”: fiando histórias e tecendo idéias
Dra. Luciana de Oliveira Dias da UFG e Shirlei Fernandes Romano aluna da PUC-GO

- Gênero: categoria de análise e eixo transversal na estruturação e nas práticas de movimentos sociais na atualidade
Dra.Carolina Teles Lemos e Ms.Elizabete Bicalho da PUC-GO

- Empreendimentos Econômicos Solidários Formados por Mulheres em Goiás: caracterização e evidências
Dra Andréa Freire de Lucena , Flávia Evangelista Estrela e  Dr. Sandro Eduardo Monsueto da UFG

- A (Des)Igualdade de Gêneros em Goiás: trabalho e exclusão social
Dr. Dnilson Carlos Dias e Ms. Paula Andréa Marques do Valle da UFG

- O Trabalho Feminino e a Prática da Autogestão em Empreendimentos Solidários
Dra.Claudia Regina Rosal Carvalho Ms. Flávia Rezende Campos da UFG e Juliana Peres Terêncio da UFG

-O Desenvolvimento do Cooperativismo no Brasil e na Europa
Ana Flávia de Araújo Luzini, Cibele Alves Fleury e Ludmilla Silva Barros alunas do curso de Relações Internacionais da PUC-GO

- Cooperativismo: definições e reflexões da arte de cooperar
Ingrid Tayse de Siqueira, Nayanne Pereira Barbosa e Vanessa de Morais Lopes alunas do Direito da PUC-GO

- Rompendo Fronteiras: uma trajetória de cooperativismo, mobilização e sustentabilidade
Dra Luciene de Oliveira Dias da UFG

- Cooperativa de Bordadeiras e Produção Artesanal do Cerrado Goiano (BORDANA): relato de uma experiência
Celma Grace de Oliveira – Presidenta do Instituto Ana Carol e da Cooperativa de Bordadeiras (BORDANA)
Fonte: Bordana

terça-feira, 22 de março de 2011

Projeto Femear

"Femear é a feminilidade e a fertilidade das artes, a sutilidade e a força de cada voz, a semente que desabrocha em cada flor e canto". Ana Lua



Descrição

Femear é uma palavra inventada para expressar o sentido inverso e proporcional a "machucar". Machucar vem etmologicamente da palavra "macho, viril, varão". No entanto, mulher não é macho para machucar, mulher tem um jeito próprio para "sofrer danos" e "provocar danos".
O Projeto Femear é a reunião de canções compostas pela pesquisa de Jefferson Sooma e parcerias, com arranjos e execuções de Daniel Teles. Há desde letras de músicas feitas por torpedo SMS ("simples assim" com Daniela Costa), algumas do fundo do baú ("medo de amar" com Leandro Válquer, "mentira" com Bia Bueno, "anéis de júpiter" com Mariana Bento) e outras totalmente novas.

São 14 músicas, 7 cantoras, 3 países e 1 conceito.

Financiamento Solidário
  
O Projeto Femear será lançado exclusivamente pela internet e o objetivo é que os internautas doem recursos para a montagem do espetáculo Femear, o qual reunirá todas as cantoras participantes do projeto num show ao vivo. O espetáculo será inicialmente itinerante em cada uma das cidade natais das cantoras e quem contribuir com o projeto tornar-se-á um co-produtor obtendo um DVD da gravação ao vivo e duas entradas.
A idéia é que a valorização do trabalho artístico realizado seja numa lógica de cooperação e solidariedade. Ou seja, a visão é que o público se apaixone pelas cantoras, pelas canções e pelo projeto e que queiram cooperar mutuamente para conseguir reuni-las num show as co-produzindo e co-financiando.
As Cantoras
   
 Ana Lua – Brasil (Distrito Federal)
Cecília Bizerra – Brasil (Piauí)
Marisa Gaméz – Espanha (Málaga)
Renata Schiavone – Brasil (São Paulo)
Sara Eva – Espanha (Córdoba)
Sofia Hammoe – Buenos Aires (Argentina)
Verônica Maia – Brasil (Rio de Janeiro)

Todas as cantoras que participam do projeto não são profissionais em música, mas sabem cantar, amam a música, não vivem disso e nem são conhecidas publicamente por isso. A busca do projeto é valorizar a expressão rústica, natural e o sentimento, a verdade da música e da interpretação de cada uma.
1. Medo de amar
2. Me ganha
3. Simples assim
4. Zahir
5. Prêmio
6. Sem horas
7. Anhelo
8. Amañecer
9. Meta de mim
10. Anéis de Júpiter
11. Mentira
12. Rever
13. A Maria
14. Em boa hora
 
"Femear" es el poder más grande que tiene el ser humano, es sensibilidad sin fronteras, espejo que refleja nuestra Alma colectiva... es la energia universal creadora en sintonia, es rebeldia, voz visceral, despertar, igualdad amando la diferencia, empoderamiento... es el hilo que une corazones, mundos y utopias... es Amor y Desafio! Sara Eva
"Femear é o fio que alinhava a poesia" Sofia Hammoe
"Femear es una actitud del alma, unos pasos en el aire de unas voces que se unen en un vuelo compartido. Es el arte de ser sensible y fuerte en la expresión musical que llena de sentido la vida y el sentimiento más valiente de unos corazones vivos que no se cansan. Femear es un "tres puntos suspensivos" para los latidos de la feminidad." Marisa Gaméz
“O Femear são janelas abertas para muitas paisagens do universo amoroso por meio do olhar e dos sentimentos das mulheres. Femear é abrir-se para o equilíbrio do masculino com o feminino: movimento impermanência, parceria, complementaridade, vida”. Verônica Maia

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

IMS participa de atividade à distância no FSM 201


Como parte da programação Dacar Expandida, do Fórum Social Mundial 2011, o Instituto Marista de Solidariedade (IMS), junto com a Cáritas Brasileira e o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), promoveram a atividade “Diálogos com o Brasil”, na tarde desta quarta-feira (09/02), 14h no Brasil e 16h em Dacar, no Senegal.

Foi um momento de troca de experiência entre os dois países. De Dacar, três estudantes universitários ouviram sobre a Economia Solidária no Brasil. O integrante do empreendimento econômico solidário Cooperativa de Trabalho e Produção das Pessoas Unidas de São Sebastião (Cooperunião), do Distrito Federal, falou sobre como funciona sua cooperativa, hoje com 35 sócios. A Cooperunião foi fundada em 2000 e trabalha desde então em três segmentos: na culinária, com produção de refeições e alimentos naturais; no artesanato, com produtos fabricados com reciclagem; e na beleza, com a promoção de variados cursos (manicure, design de sobrancelhas, depilação etc.) destinados as mulheres da comunidade.

Os estudantes senegaleses se interessaram pela temática, mas explicaram que em Dacar, os trabalhos humanitários ainda não conseguiram se organizar tanto no aspecto da economia solidária. Eles disseram que em Dacar, os projetos humanitários ainda se concentram em ações desenvolvidas por Organizações Não-Governamentais, como em atividades relacionadas à promoção da educação, por exemplo.

Ao fim da atividade, os participantes brasileiros e os universitários de Dacar trocaram contatos com o objetivo de manter o diálogo iniciado na atividade. Os africanos receberão, por correspondência, anéis de tucum, enviados pelas entidades do Brasil, como símbolo da luta social.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

CAJU no I Seminário Nacional de Economia Solidária

Fonte: Casa da Juventude - CAJU

Quero partilhar minhas impressões do I Seminário Nacional de Economia Solidária da Cultura que aconteceu em novembro de 2010, em Osasco - SP. A Alessandra me deu a missão de fazer a CAJU presente nesta atividade, e o mais interessante disso foi o fato da Secretara Nacional de Economia Solidária ter feito o convite, o que atesta a grande relevância do nosso trabalho nessa área. 

Este foi o primeiro Seminário Nacional que discutiu especificamente a Cultura no âmbito da ECOSOL, e contou com a participação de pessoas vindas de Empreendimentos Econômicos Solidários, Pontos de Cultura e demais projetos relacionados de todo o país. Éramos cerca de 300 pessoas. A Secretaria Nacional de ECOSOL e o Ministério do Trabalho, junto com a prefeitura de Osasco financiaram todo o evento. 

Foi um evento pensado com muito carinho pelas pessoas de Osasco. Fomos carinhosamente acolhidos... Penso que as pessoas que trabalham com ECOSOL propõem também que as pessoas se relacionem de uma outra maneira, mais próxima, mais afetiva. 

E claro! O evento contou com muitas apresentações artísticas! Com direito a show do Teatro Mágico, que é de Osasco! A dinâmica do seminário consistiu, no primeiro dia, em relatos de experiências de empreendimentos econômicos solidários que trabalham com cultura, como a Cooperativa Paulista de Teatro, que existe há 30 anos e o Coletivo Circuito Fora do Eixo. Depois dos relatos houveram debates. No dia seguinte nos dividimos em grupos de trabalho para discutirmos vários temas relacionados aos desafios da ECOSOL e da cultura, tais como financiamento, políticas públicas, etc. 

Duas coisas me impressionaram bastante: primeiramente a qualidade do evento, e o quanto Osasco é uma referência nacional em Economia Solidária; a outra: havia apenas um pequeno grupo de jovens no evento...de fato a Economia Solidária é algo vivenciado, debatido e realizado por adultos e idosos, o que só reforça a grande importância dessas oficinas aqui na CAJU. 

Mas, muito me impressionou o trabalho desenvolvido por jovens em São Carlos/SP, do Coletivo Circuito Fora do Eixo. Uma jovem de descendência japonesa, Carol, deu uma aula de economia, moeda solidária e vida em coletividade ao relatar a experiência desse coletivo. Trata-se de um coletivo que reúne vários outros coletivos que trabalham com cultura em todo o Brasil, de maneira solídária, realizando festivais, grandes e pequenos eventos, fazendo circular milhões de reais, em moeda solidária. 

A Carol me fascinou! Acho que porque me identifiquei muito com ela, por isso assim que ela desceu pra plateia fui correndo convidá-la pra vir participar das oficinas, para partilhar com outros jovens essa experiência maravilhosa, e encantá-los assim como eu me encantei. Ah! E ela também se fascinou com o projeto da Casa, e disse que topa vir! Se quiserem saber mais sobre esse coletivo, acessem: http://foradoeixo.org.br/

No encerramento do seminário, foi aprovado um documento que será apresentado à Presidência da República, solicitando a criação de um Ministério da Economia Solidária, e ao que tudo indica, isso realmente acontecerá nessa gestão... 

Enfim, esse seminário veio para reforçar que uma outra economia acontece também para quem quer viver de arte, de teatro, de música, de coco, não é? E acredito que nós podemos e devemos e acrescentar esse debate da ECOSOL da cultura às nossas conversas e ações por aqui.


  • Bruna Junqueira - Integrante do Conselho Geral da CAJU.